AMERICANA RELATA DESCASO APÓS TER SIDO ABUSADA SEXUALMENTE POR OUTRA MULHER

Sempre quando fala em estupro,todos imaginam um homem fazendo sexo a força com uma mulher,mas poucos sabem que estupro de mulheres com mulheres é bem frequente.
Sim.............As lésbicas (não todas é claro) também são capazes de estuprar outras mulheres.
Já vi vários relatos de mulheres héteros que foram estupradas por outra mulher.
Mas acontece é que ninguém da a mínima pra isso,e fazem até chacota.
É igual um homem que sofre violência doméstica.Ele sabe que tem que denunciar a polícia a violência,mas sabe que vai sofrer chacotas eternas.Mesma coisa acontece com mulheres que são estupradas por outra mulher.

O ENGRAÇADO É QUE NESSES CASOS DE MULHERES SENDO ESTUPRADAS POR OUTRAS MULHERES,AS FEMINISTAS NÃO DIZEM NADA........VC NÃO VÊ UMA FEMINISTA COMENTANDO SOBRE O CASO.

Vejam a matéria:

Uma americana relatou, em um artigo escrito para o site XOJane, ter sofrido uma violência sexual por uma mulher durante uma festa, em 2013. Segundo ela, ao tentar falar sobre o ocorrido com amigos e até familiares ninguém deu importância, a maioria classificando o que aconteceu como “uma experiência lésbica que deu errado”.

“Em dezembro de 2013, eu fui estuprada durante uma festa privada só para mulheres num sofisticado bairro de uma grande cidade –o tipo de lugar que nós todos estamos condicionados a acreditar que é seguro”, escreveu ela, que preferiu se manter anônima.



Segundo a americana, a festa havia sido organizada por uma grupo de amigas via Facebook e a ideia era que as convidadas pudessem beber, conversar e cuidar do visual após uma semana extenuante de trabalho e estudo. Sete das mulheres iriam dormir na casa.

Uma delas mostrou um particular interesse em mim e começou a me fazer perguntas sobre minha vida amorosa. Não achei nada demais. Disse a ela que meu casamento estava ruim e que eu estava triste porque quase não fazíamos mais sexo. Ela olhou nos meus olhos e disse: ‘Mas você é muito sexy. Você merece fazer sexo.’”

A autora do artigo diz, então, que se afastou da mulher e todas continuaram a tomar drinques. Segundo ela, em determinado momento da noite, a recém-conhecida ligou para ela do banheiro, dizendo que precisava de ajuda.

“Fui achando que ela devia ter bebido demais. Ao chegar lá, ela abruptamente me afastou e trancou a porta. Me jogou contra a pia. Não sou uma mulher pequena, mas ela devia ter pelo menos uns 40 quilos a mais que eu e era mais alta uns 30 cm. Fiquei horrorizada em como ela me segurou como se eu fosse uma boneca de pano.”

Em seguida, segundo o relato, a mulher diz ter tido sua roupa arrancada violentamente e começou a gritar, mas a outra cobriu sua boca, a fazendo quase sufocar. “Ouvi que as outras convidadas chamaram nossos nomes, achando que tínhamos ido para o lado de fora. Estava aterrorizada, mas não pude fazer nada para evitar que ela me atacasse. Quando tentava gritar, ela apertava mais a mão sobre minha boca e nariz.”

Após as outras convidadas se aproximarem do banheiro, a mulher diz que sua agressora a liberou, dizendo: “Vamos sair uma e depois a outra, para que ninguém suspeite de nada.” Ela, então, diz ter contado imediatamente à sua melhor amiga, que contou à dona da casa. Enquanto isso, a agressora começou a chorar e pedir a ela que deixasse ela “se explicar”.

“A dona da casa me ofereceu Xanax para me ajudar a dormir, mas recusei. Ela disse: ‘Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas você pode dormir em minha cama. Ela não vai te incomodar mais. Às vezes esse tipo de desentendido acontece em festas. Dramas de mulher!’”

Enquanto isso, diz o relato, a agressora continuou na festa. “Não consegui dormir um segundo. Pensando hoje, eu deveria ter ido embora imediatamente, mas eu estava em choque.” No dia seguinte, ela conta, os convidados agiram como se nada tivesse acontecido.

Ao chegar em casa, ela diz ter encontrado mensagens da agressora em seu Facebook, tentando se explicar e dizendo que queria “ficar” de novo. Segundo ela, nenhuma das conhecidas da festa sequer tocou no assunto de novo, o que a deixou ainda mais revoltada.

“O ataque afetou profundamente minha saúde mental e minha vida sexual por anos. Eu e meu ex-marido nos separamos imediatamente após o que ocorreu e demorei meses para conseguir sair com outro cara. Meu novo namorado tentou por muito tempo me convencer a fazer sexo oral em mim, mas meu próprio cheiro me lembrava do estupro e do hálito quente daquela mulher em minhas partes íntimas, e eu o afastava chorando.”

Mas o pior efeito da violência, segundo ela, foi a maneira como as pessoas trataram a história. Todos para quem ela contou o que sofreu, amigos, o então namorado e até mesmo o terapeuta, não levaram muito a sério. Na polícia, ela foi aconselhada a não fazer uma denúncia formal, já que o agressor “era uma mulher e não havia evidência física”.

A americana, que disse já ter sido estuprada antes por um homem, diz não ver diferença entre os dois ataques. “Fui sexualmente violentada por homem e mulher e minhas experiências foram igualmente terríveis, embora tenha recebido bem menos apoio quando foi uma mulher a agressora.”

“Qualquer pessoa que me lê e que é lésbica ou gay vai reconhecer a lógica da negação ao que aconteceu comigo –ela é baseada no mesmo raciocínio ignorante de pessoas que perguntam: ‘Como duas mulheres podem fazer sexo?’ A violência sexual entre mulheres é raramente discutida e as vítimas são tratadas como mentirosas ou alguém cuja experiência lésbica deu errado –o que aconteceu no meu caso.”

Após o trauma, a autora do artigo diz ter ficado obcecada por se tornar cada vez mais forte para evitar um novo ataque. “Após passar mais de 20 horas por semana na academia, ganhei 9 quilos de massa muscular em um ano.”

“Minha única esperança é que isso mude no future, que esse tipo de agressora não continue a andar por aí cometendo crimes sem ser punido. Ainda tenho medo que ela faça outra mulher vítima em outra festa completamente impune, graças aos nossos preconceitos e ignorância sobre feminilidade.”

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