ESTUDE,LOLA.ESTUDE!!!!!!!!!!

Antes de começar o post...Leia essa biografia cheia de amor que fiz para a biscatona mor da blogueira FEMINAZI Lola Aronovich:

BIO-ZUEIRA COM LOLA ARONOVICH 


Agora vamos ao post.

Esse é uma postagem do site PORTAL LIBERTARIANISMO,em que eles enrabaram o cu da blogueira LOLA.


Olá Lola.
Permita-nos apresentar: somos libertários. Como você deve supor, certamente não nos dedicaríamos a respondê-la caso você mesma não fosse a responsável por um dos blogs feministas mais influentes do país, responsável diariamente por alimentar, fomentar – e confundir – alguns milhares de leitores. Esse artigo é uma carta aberta para o seu texto “REAÇAS SE OFENDEM AO SEREM CHAMADOS DE REAÇAS“, publicado em sua página no último dia 31 de outubro.
Antes de entrarmos em questões semânticas gostaríamos de ressaltar que acompanhamos a discussão retratada em seu blog e que lamentamos pela postura maniqueísta do artigo em ignorar solenemente as mensagens postadas pelos libertários que se disponibilizaram educadamente a dialogar, filtrando os tweets que se encaixassem na visão do artigo e rotulando a seu bel-prazer indiscriminadamente todos os usuários como sendo “libertários“. Lamentamos também pelas duas citações falsamente atribuídas ao economista austríaco Ludwig von Mises, citadas originalmente num artigo publicado pelo filósofo irlandês Gerard Casey no The Cobden Centre, em maio de 2011 (1), traduzido para o Instituto Mises Brasil.
Pra começo de conversa, sobre a relação tão batida em seu texto entre o libertarianismo e o conservadorismo, indicamos a leitura do artigo “Por Que Não Sou Conservador” (2), publicado pelo Nobel de economia Friedrich Hayek no posfácio de seu livro “The Constitution of Liberty“, de 1960. O fato de conservadores burkeanos concordarem com premissas de escolas econômicas liberais não os torna libertários, e esse é um dos tantos equívocos grosseiros cometidos ao longo de sua análise. O libertarianismo acredita que o indivíduo tem o direito de pensar, exprimir e de pôr em prática o que bem entende, desde que essa prática não infrinja diretamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo. Libertários defendem o casamento igualitário, a adoção de crianças por casais homossexuais, a descriminalização das drogas, a quebra de barreiras migratórias, o fim da política belicista americana no Oriente Médio (3), entre outras tantas bandeiras distantes do espantalho doido reacionário que você desenhou e onde covardemente se esconde.
Os liberais defendem a liberdade de expressão ao menos desde o início do século XVIII, quando a revogação da Lei de Licenças abriu caminho para a liberdade de imprensa na Europa. Como narra o americano Steven Roger Fischer em “História da Leitura“:
 O crescimento fenomenal das publicações, sobretudo britânicas, que tanto caracterizaram a Europa do século XVIII, foi uma consequência direta dessa legislação liberal. Entre 1712 e 1757, a circulação de jornais na Europa aumentou oito vezes, apesar da Lei do Selo, de 1712, que impunha sobre cada cópia impressa um pesado imposto que sofria reajustes periódicos. A partir de 1771, a imprensa britânica tinha permissão para relatar em público os debates no Parlamento e, em 1792, a Lei de Imprensa assegurava aos impressores e vendedores de livros a verdadeira liberdade de imprensa. (…) Os livros transformaram-se em produtos de distribuição em massa. Subia a renda e, com isso, cada vez mais livros eram comprados e lidos. A leitura proliferava em toda parte. Se no passado a maioria das casas possuía apenas um ou dois exemplares religiosos, agora quase toda casa tinha Bíblia, dicionário, semanário, diversos romances e muitos livros escolares. Médicos e advogados mantinham, e exibiam com proeminência, bibliotecas profissionais essenciais para o exercício da profissão. (4)
A defesa da liberdade de expressão somada à produção em larga escala de panfletos, livros e jornais, e ao advento do comércio, possibilitou que em menos de um século as nações desenvolvidas já não considerassem mais a palavra escrita um mero acessório elitista, mas parte integrante da vida das pessoas. Após três séculos de conquistas a nossa postura se mantém irredutível. Não há liberdade individual sem liberdade de expressão (5). Em contrapartida, se “de maneira geral, quem é de esquerda é de esquerda em tudo“, como frisa seu artigo, devemos crer que você não tenha pudor algum em se assumir simpatizante dos mais perversos regimes que a humanidade testemunhou na história moderna, responsável por proporcionar ao mundo o que o “atrocitologista” Matthew White (6) apelida de “Hemoclisma” (literalmente “inundação de sangue”), censurando milhares de artistas e intelectuais, perseguindo as minorias que você finge defender. Na União Soviética, desde a década de 1920 todos os filmes tinham que ser aprovados pelo “Comissariado Estatal Para o Repertório”, que censurava e modificava radicalmente o conteúdo das obras. Escritores foram presos e torturados. Livros foram retirados das bibliotecas e destruídos. E essa realidade, escondida no falso discurso de proteção aos vulneráveis que você ainda utiliza, se estendeu aos mais diversos países. Como disse Robert Howard, “os homens civilizados são mais descorteses do que os selvagens porque sabem que podem ser impolidos sem ter o crânio partido”. Acreditar num universo em que autores ou comediantes deveriam seguir scripts predeterminados pelos caprichos de terceiros é voltar à barbárie.
Em seu artigo você afirma que “como pega mal ser conservador hoje em dia, algumas pessoas de direita inventaram um termo melhorzinho: libertarian“. E não poderia estar mais equivocada. Embora os libertários não estejam nem à direita, nem à esquerda do espectro político (7), o liberalismo nasceu diametralmente oposto ao conservadorismo, lutando contra a manutenção da Velha Ordem (8). Os liberais já defendiam as liberdades individuais antes do socialismo derramar a sua primeira gota de sangue no mundo. E continuam defendendo, ainda que a esquerda americana tenha cooptado o termo ‘liberal’ na primeira metade do século passado, num período em que a expressão ‘progressista’ estava mal avaliada pelo eleitorado. O americano Thomas Sowell relata essa passagem no quinto capítulo do livro “Os Intelectuais e a Sociedade” (9). Num apêndice da edição original de “Liberalismo Segundo a Tradição Clássica“, livro publicado em 1927 e que precisou ser reintitulado para “A Sociedade Livre e Próspera” no início dos anos 60 graças à eugenia verbal causada pela esquerda, Ludwig von Mises atenta para a perda da expressão, questionando o recuo dos liberais na defesa do nome e recusando as novas expressões utilizadas, dentre as quais “libertário” (10).
No decorrer do artigo você cita o economista Milton Friedman como “criador do libertaranismo“, pautada num artigo americano. É uma afirmação mentirosa. Não bastasse o libertarianismo acompanhar a evolução histórica do liberalismo – o que por si só tarda a paternidade de Friedman em alguns séculos – o movimento libertário, incluindo o citado ex-congressista americano Ron Paul, é pautado pela Escola Austríaca. Friedman era da Escola de Chicago. E acredite, não estamos falando apenas de geografia. Outro erro grosseiro é considerar o libertarianismo “uma ideologia falsa para promover uma agenda corporativista” e afirmar que os libertários defendem “a preservação de privilégios“. Em ambas as afirmações ocorre exatamente o oposto. Libertários são radicalmente contrários à intervenção econômica estatal, incluindo o fim do bailout a bancos e grandes empresas, e de empréstimos a empresários subsidiados com dinheiro público. O libertarianismo não oferece qualquer tratamento especial aos empresários sustentados pelo estado. Não por acaso eles não são libertários e usualmente defendem práticas protecionistas. Como dizia von Mises:
 Os ricos, que já estejam na posse de suas riquezas, não têm qualquer razão especial para desejar a preservação de um sistema de livre competição, aberto a todos; particularmente, se não ganharam, eles próprios, sua fortuna, mas a herdaram, têm mais a ter medo do que a esperar da concorrência. De fato, demonstram interesse especial no intervencionismo, que tem sempre a tendência de preservar a existente divisão das riquezas entre os que a possuem. Mas não podem esperar por qualquer tratamento especial do liberalismo, um sistema que não dá qualquer atenção a reivindicações de tradições consagradas pelo tempo, propostas por interesses investidos de riqueza estabelecida. (11)
Outro ponto em destaque no seu artigo é a ironia a respeito do fato dos libertários estarem “ao lado de feministas”. Evidentemente o libertarianismo não compactua com o feminismo coletivista – um movimento que traz consigo uma visão de mundo muito além da igualdade de direitos entre homens e mulheres. E nem pretendemos nos prolongar falando de John Stuart Mill, Rose Wilder Lane, Isabel Paterson, Wendy McElroy, Christina Hoff Sommers, Sharon Presley, Cathy Young e outras tantas feministas individualistas que você claramente desconhece. Tampouco falaremos da coincidência no nome de uma das principais organizações feministas libertárias, a Ladies of Liberty Alliance (Lola), que você pode conhecer acessando a sugestiva página iamlola.org, ou da Association of Libertarian Feminists, fundada pela libertária Tonie Nathan, a primeira mulher a receber um voto para a presidência dos Estados Unidos, logo na primeira participação do Partido Libertários, em 1972 (12), ou ainda do iFeminists, da canadense Wendy McElroy. Também ignoraremos o fato do próprio Ludwig von Mises abraçar o feminismo individualista como “um ramo do grande movimento liberal” (13). Como fica bem evidente em seu artigo, você não faz a mais remota ideia do que seja libertarianismo – apesar do Efeito Dunning-Kruger (14). Mas segue uma dica: estude a história do próprio feminismo. Perceberá que as feministas libertárias levantam as suas bandeiras há bem mais de um século (15).
Como a Wendy McElroy relata em sua obra “The Art of Being Free: Politics Versus the Everyman and Woman” (16), uma fábula constantemente presente nos discursos da esquerda é a concepção de que o livre mercado prejudica os vulneráveis. A verdade é radicalmente oposta. Quando um vulnerável possui a liberdade de escolha que a economia laissez-faire oferece, sendo capaz de sustentar a si mesmo sem depender dos caprichos de terceiros, o mercado se torna o elo para a sua libertação. Exatamente por isso, e não omitindo os seus abusos, a Revolução Industrial foi um dos mais libertadores fenômenos da história ocidental, puxando o bonde daquilo que o canadense Steven Pinker chamaria de Revolução Humanitária. No exato instante em que “as mulheres deixaram os campos em busca de emprego e educação, elas se tornaram uma força social que não mais podia ser negada“. Ao longo da história as transformações sociais acompanharam as transformações econômicas. Sem a explosão do livre mercado no mundo ocidental as conquistas feministas não seriam possíveis.
Por fim, libertários não pregam a existência de um universo perfeito porque entendem que a perfeição é um resultado distante da humanidade. Ao contrário dos socialistas, nenhum libertário luta por um plano a ser realizado mediante a força; não construímos muros indestrutíveis e holocaustos, não praticamos censura, não compactuamos com o corporativismo e controles centralizados. O mercado não é um deus porque sua existência não depende de fé; tampouco é o resultado da mente elitista e higienizada de um homem branco ocidental porque – mais do que aquele bonachão estereotipado no controle de uma multinacional com um chapéu coco e um charuto na mão – ele é a soma das ações humanas. Portanto, querer “submeter a liberdade individual à liberdade de mercado” é entregar o controle nas mãos dos indivíduos.
Como já fizemos na discussão responsável por render esse artigo, reiteramos o convite para o encontro do Estudantes Pela Liberdade, uma organização libertária presente em quase todos os estados brasileiros (17), que acontecerá em Fortaleza no próximo dia 16/11 e que discutirá o movimento feminista. Caso não seja possível sua participação no encontro, o EPL do Ceará continua à disposição para o debate a qualquer momento. Além disso é possível conhecer o libertarianismo em nossa própria página. Há uma série de artigos, livros e vídeos, escritos e produzidos por diversos pensadores e colaboradores que lhe ajudarão a entender melhor um movimento que, apesar de escrever a respeito, a sua única base intelectual claramente gira em torno de um personagem de uma série de comédia americana.
Estude, Lola. Estude.
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